Banco de Portugal ligeiramente mais otimista sobre economia

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O Banco de Portugal reviu esta sexta-feira em alta as previsões de crescimento para este ano e está também mais otimista em relação ao próximo ano.

O banco central alinhou as projeções com as do governo e prevê que a economia portuguesa termine este ano a crescer 2,6% do produto interno bruto, face à estimativa de outubro de 2,5%.

Quanto a 2018, o banco está mais otimista do que o executivo de António Costa, perspetivando um aumento do PIB de 2,3%, contra uma estimativa anterior de 2,0%. O governo antecipa um crescimento de 2,2% no próximo ano.

Para 2018 e 2019, a comparação é feita com o boletim de junho, a última vez que o banco mexeu nas projeções para estes anos. O Banco de Portugal prevê um crescimento de 1,9% para 2019, face a 1,8% anteriormente.

Pela primeira vez, o banco anuncia uma previsão para 2020, ano em que espera que o crescimento económico seja de 1,7%.

O consumo privado será um dos motores do crescimento. O banco central antecipa um forte crescimento do consumo para 2,2% do PIB, face aos 1,9% das projeções de outubro. Para 2018, a perspetiva é de 2,1%, contra 1,8% nas projeções anteriores.

O consumo privado “irá manter um crescimento relativamente estável e inferior ao do PIB” ao longo do horizonte de projeção devido ao crescimento do rendimento disponível, ao crescimento moderado dos salários e à continuação da recuperação do mercado labora, disse a entidade.

O Banco de Portugal também está consideravelmente mais otimista do que o governo no que toca ao desemprego. O banco central antecipa agora uma taxa de desemprego de 8,9% este ano, face a 9,0% na projeção anterior. O governo prevê 9,2% em 2017.

Para 2018, a taxa de desemprego deve deslizar para 7,8% contra a projeção de 8,2% em julho. O banco central está otimista no longo prazo, antecipando uma taxa de 6,1% em 2020.

Relativamente à projeção da inflação, a expectativa mantém-se, com o Banco de Portugal a antecipar os mesmos 1,6% no final deste ano que tinha projetado em outubro.

– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt)

– Carla Canivete contribuiu para este artigo.

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