Banco de Portugal sobe previsão de crescimento de 2020 para 1,7%

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O Banco de Portugal subiu esta terça-feira a projeção de expansão da economia portuguesa em 2020, mas manteve as estimativas deste ano e de 2021 intactas, reforçando a perspetiva de desaceleração da atividade económica.

No Boletim Económico de dezembro, o Banco de Portugal revela que o crescimento de 2020 deve ser de 1,7%, contra os 1,6% previstos pelo banco central em junho. A estimativa continua a ser menos otimista do que a do governo, que na segunda-feira à noite adiantou uma previsão de crescimento 1,9% do PIB para 2020.

Para este ano, a projeção permaneceu nos 2,0%. As comparações dos indicadores de 2019 são feitas com o relatório intercalar de outubro, onde o banco só divulga as projeções para o ano corrente. Em 2021, o crescimento do PIB deve fixar-se nos 1,6%.

“O principal contributo para o crescimento da atividade permanece associado à procura interna, mas este será progressivamente menor”, diz o banco central, que antecipa uma trajetória de desaceleração para o consumo privado nos próximos anos.

A expansão da atividade deverá continuar também sustentada no aumento das exportações “mas o seu contributo para o crescimento do PIB no horizonte de projeção será inferior”, alerta o banco central. As exportações devem subir 2,6% em 2020 e 2,8% em 2021. A previsão de 2019 foi revista em alta para 2,8% contra os 2,3% inscritos no boletim de outubro.

No que diz respeito ao desemprego, o Banco de Portugal cortou ligeiramente a projeção para este ano e acredita que 2019 vai terminar com uma taxa de 6,3% contra os 6,4% previstos em outubro. Em 2020, o desemprego deve abrandar para 5,9% do PIB, contra os 5,7% previstos em junho.

“A inflação em Portugal deverá permanecer moderada no horizonte de projeção”, diz o Banco de Portugal. A previsão do índice harmonizado de preços no consumidor, ou IHPC, para 2020 caiu para 0,9%, contra 1,2%, enquanto a projeção para 2021 aponta para 1,2%. Em 2019, a inflação não deverá ultrapassar os 0,3%.

– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt)

Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (PBC)

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