Novo Banco: Prejuízo agrava-se nos primeiros nove meses de 2020

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O Novo Banco disse, esta sexta-feira, que o prejuízo líquido dos primeiros nove meses agravou-se quase 50% em termos homólogos, ainda influenciado pelos efeitos do processo de reestruturação e desinvestimento de ativos legacy, mas também condicionado pelo impacto da pandemia de coronavírus.

FACTOS RELEVANTES:

– O prejuízo líquido do banco foi de 853,1 milhões de euros ($1 mil milhões), um número que compara com um prejuízo de EUR572,3 milhões no período homólogo.

– A margem financeira — diferença entre os juros pagos nos depósitos e cobrados nos empréstimos — manteve-se praticamente estável nos EUR401 milhões face aos primeiros nove meses do ano anterior.

– As imparidades e provisões aumentaram para EUR833,3 milhões, acima dos EUR640,9 milhões do período homólogo.

– Os resultados de operações financeiras atingiram os EUR20,3 milhões negativos face a um resultado igualmente negativo de EUR44,3 milhões no mesmo período do ano anterior.

– O produto bancário subiu para EUR506,8 milhões face a EUR390,5 milhões no período homólogo.

– O rácio common equity Tier 1 numa base de implementação total situava-se a 12% a 30 de setembro.

– O Novo Banco apresentou também os números referentes ao Novo Banco Recorrente — que inclui os ativos estratégicos — e ao Novo Banco “Legacy” — que inclui ativos herdados da resolução do Banco Espírito Santo.

– O Novo Banco Recorrente apresentou um lucro líquido de EUR98,2 milhões no primeiro trimestre contra EUR140,1 milhões no período homólogo de 2019.

– Já o Novo Banco “Legacy” registou um aumento do prejuízo líquido para EUR835,2 milhões, contra EUR712,4 milhões nos primeiros nove meses de 2019.

– Por Gonçalo Saraiva Amaro (gonçalo.amaro@webtexto.pt)

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