Portugal deve contrair 6,9% em 2020 e crescer 4,3% em 2021

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O governo de Portugal reviu no domingo algumas das projeções macroeconómicas que devem constar no orçamento suplementar, para incorporar o impacto negativo da pandemia de coronavírus que forçou a paralisação da economia.

A economia de Portugal deve contrair 6,9% este ano, de acordo com o Programa de Estabilização Económica e Social publicado no domingo em Diário da República, que antecede a entrega do Orçamento do Estado suplementar, que está prevista para esta semana.

Já em 2021 a economia deve recuperar apenas em parte, com o governo a projetar um crescimento de 4,3%.

No Orçamento do Estado, o governo do primeiro-ministro António Costa previa inicialmente um crescimento de 1,9% para 2020.

A pandemia de coronavírus forçou uma paralisação económica praticamente a nível global desde o final do primeiro trimestre e terá um impacto duradouro. Contudo, o cenário já é de tentativa de reabertura de várias economias, incluindo a de Portugal.

O governo estima uma queda de 4,3% do consumo privado este ano, um dos habituais motores de crescimento nacional. A projeção para 2021 é de uma recuperação de 3,8%.

Para este ano, o governo espera suportar a economia através do investimento público, estimando um crescimento de 3,1% do consumo público, antes de cair 0,8% em 2021.

O impacto na balança comercial também é significativo, com a pandemia a condicionar a procura externa. O governo estima uma queda de 15,4% das exportações este ano e uma quebra de 11,4% das importações. Em 2021, as duas componentes devem recuperar 8,4% e 7,0%, respetivamente.

O mercado laboral também deve sofrer com o efeito da pandemia e a taxa de desemprego deve aumentar para 9,6% este ano, face aos 6,1% apontados no orçamento. No próximo ano, a taxa de desemprego deve voltar a baixar para 8,7%, segundo as projeções do Executivo.

– Por Eduardo Correia (eduardo.correia@webtexto.pt)

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