Portugal: Sócrates, Salgado defendem-se de acusações de corrupção

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– Os advogados do ex-primeiro-ministro de Portugal José Sócrates e do antigo CEO do Banco Espírito Santo Ricardo Salgado rejeitaram as acusações de corrupção e outros crimes formalizadas na quarta-feira pelo Ministério Público.

Na acusação da chamada Operação Marquês, é referido que Salgado terá pago verbas a Sócrates para que este interviesse “em favor da estratégia definida por Ricardo Salgado para o grupo Portugal Telecom, do qual o BES era acionista”.

Numa declaração aos jornalistas, esta quinta-feira, o advogado do antigo líder do Grupo Espírito Santo, Francisco Proença de Carvalho, referiu que Ricardo Salgado “não praticou qualquer crime, a acusação é totalmente infundada”.

Salgado é acusado de vários crimes pelo Ministério Público: um pela prática de crimes de corrupção ativa de titular de cargo político e dois de corrupção ativa.

No final de quarta-feira, também numa declaração aos jornalistas, o advogado principal de Sócrates, João Araújo, referiu que a acusação ao antigo chefe de governo está “vazia de factos e de provas”.

José Sócrates é acusado de três crimes de corrupção, 16 crimes de branqueamento de capitais, nove crimes de falsificação de documentos e três crimes de fraude fiscal qualificada, que terão sido cometidos entre 2006 e 2015.

O ex-primeiro-ministro é acusado de receber, através de um complexo sistema de pagamentos, verbas provenientes de contas na Suíça, utilizando como intermediário o empresário Carlos Santos Silva, ligado ao grupo Lena, com interesses na construção civil e outras áreas.

Também o grupo Lena, em comunicado divulgado na quarta-feira, refere que “não será possível provar em juízo nenhuma das acusações contra o grupo Lena, na medida em que nenhuma delas corresponde à verdade”.

– Por Pedro Barros Costa (pedro.costa@webtexto.pt)

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