WASHINGTON (DJ Bolsa)– O consumo dos EUA foi mais forte do que inicialmente se pensava nos últimos meses de 2016, embora a trajetória geral do crescimento económico se tenha mantido estável devido a revisões em baixa do investimento e despesa do governo.
O produto interno bruto, o indicador mais amplo dos bens e serviços produzidos na economia, expandiu-se a uma taxa homóloga e ajustada à inflação e às variações sazonais de 1,9% no quarto trimestre, disse o Departamento do Comércio esta terça-feira. A leitura ficou inalterada em relação à estimativa inicial.
Economistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam uma revisão em alta, para uma taxa de crescimento de 2,1%.
Os números mais recentes representam uma marcada desaceleração face ao ritmo de crescimento de 3,5% do terceiro trimestre, que tinha sido a leitura mais forte em dois anos. Contudo, os dados ficam globalmente em linha com uma economia que tem, com altos e baixos, encontrado um ritmo de crescimento de cerca de 2% desde que a recessão terminou.
O relatório desta terça-feira mostrou que o consumo, o principal impulso da economia, foi mais forte do que aquilo que se pensava. O consumo pessoal foi revisto para uma taxa de crescimento de 3%, face à estimativa inicial de 2,5%.
Mas o investimento e a despesa por parte de governos estaduais e locais foram revistos em baixa, anulando os ganhos por parte dos consumidores.
– Por Jeffrey Sparshott (effrey.sparshott@wsj.com), Ben Leubsdorf (ben.leubsdorf@wsj.com)