Portugal fecha 2017 com deficit de 3% devido a impacto da CGD

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– Portugal registou em 2017 um deficit de 3%, disse o instituto nacional de estatísticas, esta segunda-feira, ao incluir o impacto da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos nas contas públicas do ano passado.

O INE aceitou os argumentos de Bruxelas, que afirmava que a operação devia ser registada como transferência de capital com impacto no saldo das administrações públicas.

O deficit de 3% equivale ao limite imposto pelas regras comunitárias. Contudo, as consequências são limitadas, uma vez que esta verba, em termos contabilísticos, já estava descontada por Bruxelas.

Em maio do ano passado, Portugal saiu do braço corretivo do Pacto de Estabilidade e Crescimento, onde foi colocado em 2009, e passou a estar sujeito às regras do braço preventivo. As regras do PEC continuam a aplicar-se, mas o governo do primeiro-ministro António Costa tem maior flexibilidade sobre as políticas económicas.

O instituto nacional de estatísticas acrescentou ainda que, sem a injeção de EUR3,9 mil milhões na CGD, Portugal teria terminado 2017 com um deficit de cerca de 0,9%.

– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt)

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