LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O Fundo Monetário Internacional reviu esta terça-feira em baixa a projeção de crescimento de Portugal para este ano, alinhando a projeção com a do governo do primeiro-ministro António Costa.
O FMI espera agora uma expansão de 2,3% este ano, face aos 2,4% anteriormente previstos, de acordo com o Article IV, o relatório anual sobre a economia portuguesa.
O FMI diz que as estimativas rápidas dos indicadores apontam para uma desaceleração no primeiro trimestre do ano em relação ao crescimento robusto do ano passado, sobretudo devido a fatores temporários que pressionaram as exportações e alguma redução da procura em certos mercados para as exportações nacionais.
Para 2019, o FMI mantém a projeção de 1,8%. O governo português estima um crescimento de 2,3% para este ano e para o próximo. Para 2020, o FMI prevê um crescimento de 1,5%.
Em relação às contas públicas, o FMI estima um deficit de 0,7% do PIB este ano e de 0,3% do PIB em 2019. Já a dívida pública deve situar-se nos 120,8% do PIB em 2018 e descer para 117,2% no ano seguinte.
“Após o desempenho robusto de 2017, as metas orçamentais para 2018 parecem passíveis de serem cumpridas, ao passo que a estabilidade e confiança no sistema bancário melhoraram”, diz o fundo.
Embora considere que as perspetivas de curto prazo sejam favoráveis, o FMI alerta para um aumento dos riscos externos e pede reformas estruturais numa fase de conjuntura favorável.
“Um enfraquecimento do crescimento da Zona Euro afetará significativamente Portugal, cujas exportações têm aumentado com sucesso a presença nos mercados internacionais.”
No plano interno, o principal risco é a redução das políticas que têm permitido a recuperação económica até aqui, acrescenta o FMI.
No que diz respeito ao mercado de trabalho, o FMI mantém a previsão de que a taxa de desemprego se situe nos 7,3% este ano e 6,7% em 2019.
– Por Eduardo Correia (eduardo.correia@webtexto.pt)