Portugal: PS vence eleições sem maioria absoluta

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O Partido Socialista venceu as eleições legislativas realizadas no domingo, embora sem maioria absoluta, ao garantir 36,7% dos votos e 106 dos 230 mandatos, assegurando a continuidade na governação do país.

O Partido Social Democrata, o maior partido da oposição, ficou em segundo lugar, com 27,9% e 77 mandatos.

Seguiram-se o Bloco de Esquerda e a CDU — coligação entre o Partido Comunista e Os Verdes — com 9,8% e 19 mandatos e 6,5% e 12 mandatos, respetivamente, e o CDS-PP, com 4,3% e 5 mandatos. O PAN – Pessoas Animais Natureza obteve 3,3% e 4 assentos.

O número de partidos representados aumentou para 10, com a Iniciativa Liberal, o Livre e o Chega a elegerem um representante cada, faltando apurar os mandatos dos círculos da emigração.

Nos últimos quatro anos, o governo do PS foi suportado pelo apoio parlamentar do Bloco de Esquerda, Partido Comunista e Os Verdes, depois de terem assinado acordos independentes com os socialistas no seguimento das eleições de 2015.

No discurso de vitória no domingo, o líder do PS, António Costa, disse que vai procurar assegurar uma solução de estabilidade governativa, negociando com os partidos à esquerda do PS. “Os portugueses (…) desejam a continuidade da atual solução política, agora com um PS mais forte.”

Caso as negociações não resultem num entendimento para a legislatura, o PS terá de governar em minoria, aprovando os Orçamentos de Estado com apoios negociados individualmente.

O executivo ainda em funções terá de enviar para Bruxelas, até dia 15 de outubro, os traços gerais do Orçamento do Estado para 2020, nomeadamente as projeções macroeconómicas. Depois da tomada de posse, o novo governo terá 90 dias para apresentar a proposta de orçamento no Parlamento.

O crescimento da economia portuguesa foi revisto em alta em 2017 e 2018, para 3,5% e 2,4%, respetivamente, mas tem vindo a abrandar este ano. Nos dois primeiros trimestres do ano, o PIB cresceu 1,8%. Para o total do ano, o governo prevê um crescimento de 1,9%.

– Por Pedro Barros Costa (pedro.costa@webtexto.pt)

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