LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– Marcelo Rebelo de Sousa foi novamente eleito Presidente da República de Portugal, no domingo, à primeira volta, numa noite de reconfiguração política no país.
Rebelo de Sousa venceu as presidenciais com 60,7% dos votos conquistou o segundo mandato no cargo com um resultado superior do que o tinha alcançado há cinco anos, onde obteve 52%.
A noite ficou também marcada pela ascensão da extrema-direita em Portugal e pelo segundo lugar de uma candidatura independente.
Ana Gomes, que concorreu com o apoio partidário do Livre e do PAN e de alguns socialistas, foi a segunda candidata mais votada, tendo recolhido 13% dos votos.
Já André Ventura obteve 11,9% e cimentou o Chega como uma das principais forças políticas em Portugal. O candidato da extrema-direita superou com larga margem os resultados do comunista João Ferreira (4,3%) e da candidata do Bloco de Esquerda Marisa Matias (4%).
A representante do Bloco de Esquerda foi a grande derrotada da noite, tendo registado um tombo de 6,1 pontos percentuais, depois de ter conseguido 10,1% dos votos nas presidenciais de 2016.
Tiago Mayan, da Iniciativa Liberal, e o independente Vitorino Silva registaram 3,2% e 3%, respetivamente.
A taxa de abstenção foi de 60,51%, superior aos 51,3% registados há cinco anos, numa altura em que o país enfrenta um dos piores momentos da pandemia da Covid-19 e duras medidas de confinamento, o que terá afastado muito do eleitorado das mesas de voto.
– Por Gonçalo Saraiva Amaro (gonçalo.amaro@webtexto.pt)