LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, foi reeleito para o cargo de primeiro-ministro português nas eleições legislativas de 2022 com uma maioria absoluta. Contudo, os partidos mais à esquerda perderam assentos no Parlamento.
António Costa ganhou assim as eleições legislativas com uma maioria de 41,68%, face a 36,65% em 2019, e o PS conquistou 117 assentos no Parlamento português. O primeiro-ministro está no cargo há seis anos e entra agora no terceiro ano de combate à pandemia com uma maioria absoluta que, nas palavras do próprio, ” não é o poder absoluto, não é governar sozinho”. No seu discurso de vitória, António Costa também realçou a descida da abstenção para cerca de 42% apesar do contexto da crise da pandemia.
A seguir ao PS, surge o Partido Social Democrata com 71 assentos parlamentares e 27,80% dos votos. Num discurso antes da confirmação da maioria absoluta do PS, o presidente do PSD, Rui Rio, disse que “não estou a ver com posso ser útil neste enquadramento”, deixando nas mãos do partido o futuro da sua liderança.
Umas das surpresas da noite foi a ascensão do Chega para o lugar de terceira força política no Parlamento, conseguindo 12 assentos, retirando o lugar ao Bloco de Esquerda, que passou a ter apenas cinco deputados face a 19 nas eleições de 2019. Acima do BE ficou também o partido Iniciativa Liberal com 12 deputados eleitos.
A CDU conseguiu manter seis mandatos, mas perdeu o líder parlamentar, um deputado que estava na assembleia desde 1987 e os dois deputados da coligação com Os Verdes.
Já o CDS – Partido Popular não elegeu deputados e fica sem presença parlamentar pela primeira vez desde a Revolução do 25 de Abril de 1974. O líder do partido Francisco Rodrigues dos Santos já anunciou a demissão.
O partido do Pessoas-Animais-Natureza perdeu três deputados, ficando apenas com a representação da líder Inês Sousa Real. O Livre elegeu também o líder do partido para o Parlamento.
Foram ainda eleitos 3 mandatos com a coligação PPD/PSD.CDS-PP e dois assentos da coligação PPS/PSD.CDS-PP.PPM.
-Por Alexandra Martins Silva (alexandra.silva@webtexto.pt)