UE/Portugal: Comissão corta previsão crescimento PIB para 0,9% em 2016

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– A Comissão Europeia cortou as previsões de crescimento económico de Portugal para 2016, dizendo que a recuperação continua lenta e pressionada pelo investimento fraco.

Nas previsões de outono, apresentadas esta quarta-feira, o organismo disse que projeta uma expansão de 0,9%, frente aos 1,5% antecipados nas projeções de primavera.Para 2017, Portugal deve crescer 1,2%, contra os 1,7% estimados anteriormente, disse a Comissão Europeia.

Na proposta de orçamento para 2017, o governo do primeiro-ministro António Costa projeta um crescimento de 1,2% para este ano e 1,5% em 2017.

Em maio deste ano, Bruxelas já tinha deixado alertas ao ritmo modesto da recuperação da economia, considerando que estava demasiado influenciado pela procura interna.

Agora, a comissão disse que o consumo privado continua a ser o motor da recuperação moderada, mas que é travada pelo investimento.

A Comissão Europeia manteve a previsão de que o deficit orçamental seja de 2,7% do produto interno bruto em 2016 e espera uma descida para 2,2% do PIB em 2017, quando em maio a estimativa apontava para 2,3%. O governo prevê um deficit menor para os dois anos: 2,4% em 2016 e 1,6% em 2017.

“A menor receita fiscal deve ser largamente compensada pela contenção da despesa”, disse a comissão no relatório.

Contudo, a Comissão Europeia alertou que os riscos para as perspetivas orçamentais são descendentes, uma vez que a execução orçamental está rodeada de incerteza devido ao potencial impacto no deficit de medidas que sejam necessárias para apoiar a banca.

O rácio de dívida pública em relação ao PIB deverá situar-se nos 130,3% no final de 2016.

Quanto à taxa de desemprego, a comissão disse que a criação de emprego permaneceu robusta na primeira metade do ano e, portanto, o nível de desemprego deve descer. A Comissão Europeia estima que a taxa de desemprego deverá ser de 11,1% em 2016 e 10% em 2017.

– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt), Eduardo Correia (eduardo.correia@webtexto.pt)

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