ZURIQUE (DJ Bolsa)– O Credit Suisse Group AG disse que as condições de mercado obrigaram a uma revisão em baixa das previsões que o banco apresentou no plano de reestruturação do ano passado.
O banco de Zurique disse esta quarta-feira que “tendo em conta as condições difíceis do mercado que enfrenta”, o Credit Suisse reduziu as metas dos lucros para as unidades de banca de investimento e gestão de ativos. Contudo, o alvo para o lucro da unidade de gestão de fortunas mantém-se, disse o banco.
O Credit Suisse está a aplicar um plano de reestruturação sob a liderança do CEO Tidjane Thiam, que assumiu o cargo em julho de 2015. Esta reestruturação envolve um maior foco nos mercados da Suíça e da Ásia, com maior ênfase na gestão de fortunas à custa da banca de investimento. No entanto, as fortes oscilações dos mercados e a perda de confiança de muitos investidores têm prejudicado os planos.
“A nossa estratégia está a funcionar”, disse Thiam, ao mesmo tempo que anunciou que o banco eliminou mais postos de trabalho do que o antecipado e que pretende reduzir mais custos nos próximos dois anos.
As ações do Credit Suisse caíram cerca de 40% desde que Thiam apresentou estes planos em outubro de 2015.
As metas estabelecidas nessa altura por Thiam para 2018 incluíam um lucro antes de impostos de CHF2,1 mil milhões da unidade internacional de gestão de fortunas. O alvo para esta unidade, que inclui gestão de ativos, foi reduzido para CHF1,8 mil milhões, segundo o anúncio do banco esta quarta-feira.
Embora as metas para as operações de gestão de fortunas na Ásia tenham permanecido inalteradas, o Credit Suisse disse que um resultado pior do que o esperado da banca de investimento no continente significa que em vez de duplicar o lucro antes de impostos na Ásia para CHF2,1 mil milhões até 2018 — face a 2014 — o banco prevê agora lucros antes de impostos de CHF1,6 mil milhões.
O objetivo de aumentar o lucro antes de impostos das operações na Suíça para CHF2,3 mil milhões até 2018 — face a CHF1,6 mil milhões em 2014 — permanece inalterado.
O Credit Suisse anunciou ainda esta quarta-feira que aumentou os esforços para reduzir custos e prevê agora que o custo de gestão do banco seja inferior a CHF17 mil milhões até 2018, face à previsão anterior de que ficaria abaixo de CHF18 mil milhões.
Parte da reestruturação envolvia o despedimento de 6.000 funcionários, embora o banco tenha dito que já foram eliminados 6.050 postos de trabalho até ao início do mês.
Thiam recusou comentar os planos de mais despedimentos. O CEO disse que quer mais “melhorias de produtividade”.
O CEO disse que alguns resultados do banco de investimento podem melhorar no atual trimestre, face ao terceiro, tanto no segmento de rendimento fixo e ações.
– Por John Letzing (john.letzing@wsj.com)