LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– A Jerónimo Martins disse, esta quarta-feira, que o lucro líquido do primeiro trimestre diminuiu 16,3%, com um forte aumento dos custos operacionais devido ao primeiro impacto da pandemia do coronavírus nos negócios da empresa.
O lucro líquido da retalhista foi de 61 milhões de euros ($63,3 milhões), face a EUR72 milhões no período homólogo, pressionado pelos custos operacionais, que aumentaram para EUR832 milhões, em comparação com EUR713 milhões no primeiro trimestre do ano passado.
As vendas subiram para EUR4,72 mil milhões, contra EUR4,25 mil milhões no mesmo período do ano passado. Já as vendas comparáveis da unidade polaca Biedronka avançaram 11,1% face ao trimestre homólogo. Em Portugal, as vendas comparáveis da cadeia Pingo Doce, excluindo combustível, cresceram 3,5%.
Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, ou Ebitda, ajustados aos custos relacionados com a Covid-19 situaram-se nos EUR224 milhões, frente a EUR214 milhões.
A retalhista acrescentou que retirou a orientação para o ano de 2020, porque “dada a imprevisibilidade atual da evolução da pandemia, entendemos não estarem ainda reunidas as condições necessárias para uma estimativa válida sobre o impacto potencial desta crise na atividade do ano”, de acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ou CMVM.
Esta prudência da empresa relativamente à pandemia também levou a uma revisão da proposta de pagamento do dividendo relativo aos resultados de 2019, para um payout de 30%. Sendo assim, será proposto um dividendo bruto de EUR0,207 por ação, em vez dos EUR0,345 anunciados em fevereiro.
Esta proposta será votada na assembleia geral de acionistas de 25 de junho.
As ações da Jerónimo Martins fecharam esta quarta-feira a valer EUR15,71.
-Por Alexandra Martins Silva (alexandra.silva@webtexto.pt)