LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– A economia portuguesa continua a apresentar desequilíbrios, disse a Comissão Europeia esta quarta-feira, no relatório de inverno do Semestre Europeu, em que é analisada a situação económica dos Estados-membros.
“As grandes quantidades de responsabilidades líquidas externas, a dívida pública e privada, e o nível elevado de crédito malparado constituem vulnerabilidades num contexto de baixa produtividade”, refere o relatório.
A Comissão Europeia destaca a necessidade de continuação de uma posição cautelosa nas contas públicas e assinala que são necessários “ganhos de competitividade para assegurar o ajustamento das responsabilidades líquidas externas para níveis prudentes”.
A Comissão Europeia diz que terá de ser monitorizada a implementação de “vários planos de reformas” orçamentais estruturais para melhorar a sustentabilidade das finanças públicas.
Para a Comissão Europeia, tem havido progressos no capitulo da dívida pública, “que começou a diminuir desde 2017 devido aos excedentes primários, embora continue elevada”, enquanto a dívida privada “continua a cair face a níveis elevados devido ao crescimento nominal, com um reduzido papel de uma desalavancagem ativa”.
O crédito malparado continua elevado, refere a Comissão Europeia, apesar de os riscos no setor bancário terem diminuído, depois das recapitalizações de bancos em 2017 e da melhoria da rentabilidade.
Portugal saiu do grupo de países que apresentavam “desequilíbrios excessivos” no ano passado, que este ano inclui Grécia, Itália e Chipre.
A par de Portugal, a Comissão Europeia aponta desequilíbrios económicos à Bulgária, Alemanha, Espanha, França, Croácia, Irlanda, Holanda, Roménia e Suécia.
– Por Pedro Barros Costa (pedro.costa@webtexto.pt)