LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– As ações da Galp Energia recuam 0,7% esta segunda-feira, depois de a petrolífera ter dito que o lucro líquido ajustado a custos de substituição do primeiro trimestre caiu 24% devido à redução da margem de refinação e dos preços do petróleo e gás. A petrolífera passou a prejuízo numa base não ajustada.
As ações da Galp seguem a valer EUR14,885.
O lucro líquido ajustado a custos de substituição — o indicador mais seguido pelos analistas, que exclui a volatilidade associada às flutuações dos preços do petróleo — foi de EUR103 milhões ($114,9 milhões), que compara com EUR135 milhões no período homólogo.
As operações de refinação & distribuição da empresa registaram uma queda de 42% dos lucros, para EUR70 milhões, o que pressionou o resultado líquido da Galp, devido à descida dos preços e da margem de refinação.
O preço médio do dated Brent desceu para $63,1 por barril, face a $66,8 por barril no trimestre homólogo, uma queda de 6%. A margem de refinação recuou para $2,3 por barril face a $3,3 por barril no período homólogo.
O resultado operacional ajustado a custos de substituição aumentou para EUR494 milhões contra EUR455 milhões no mesmo período do ano passado.
A produção média net entitlement foi de 110.800 barris por dia, frente a 102.600 barris por dia. O crude processado pelas refinarias desceu para 22,6 milhões de barris, face a 25 milhões de barris registados no primeiro trimestre do ano anterior.
A Galp registou um prejuízo líquido não ajustado de EUR8 milhões face a um lucro de EUR130 milhões no trimestre homólogo, devido a “eventos não recorrentes de EUR126 milhões que incluem o impacto da unitização do campo de Lula no Brasil”, de acordo com o comunicado enviado ao regulador do mercado.
A Galp explica que uma vez que a acumulação de Lula se estende para uma área não contratada, foi necessário, de acordo com a legislação brasileira, um Acordo de Individualização da Produção. O acordo determina as participações respetivas a cada participante na área unitizada, assim como os termos e condições para o desenvolvimento conjunto do projeto.
– Por Eduardo Correia (eduardo.correia@webtexto.pt)