(Reescreve e acrescenta detalhes ao longo do texto.)
LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– Os CEO da EDP – Energias de Portugal, António Mexia, e da EDP Renováveis, João Manso Neto, foram esta sexta feira constituídos arguidos numa investigação aberta pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal. Em causa estão factos suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio, confirmou a Procuradoria-Geral da Republica num comunicado.
Contactado pelo DJ Bolsa/Webtexto, o gabinete de comunicação da EDP não fez comentários sobre o assunto. Já a REN – Redes Energéticas Nacionais confirmou que “decorreram diligências por parte das autoridades judiciais na sede em Lisboa”. A energética disse também estar a colaborar com as autoridades.
Para além dos CEO de EDP e EDPR, também dois responsáveis da REN — João Conceição e Pedro Furtado — foram constituídos arguidos, confirma a Procuradoria-Geral da Republica na mesma nota no seu site.
De acordo com alguns órgãos de comunicação, que citam fontes da Polícia Judiciária, Rui Cartaxo, antigo CEO da REN e atual presidente do Novo Banco, também foi alvo de investigações.
O escritório da consultora Boston Consulting Group foi também alvo direto de busca pelas autoridades.
O comunicado da Procuradoria-Geral da Republica acrescenta que foi recolhida “vasta documentação e informação digital”.
O inquérito tem como alvo a investigação de “factos subsequentes ao processo legislativo bem como aos procedimentos administrativos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual [ou CMEC]”, diz o comunicado. Os CMEC são uma compensação relativa à cessação antecipada de contratos de compra de energia.
As ações da EDP encerraram a jornada a perder 1,3% para EUR3,240, as da EDP Renováveis recuaram 0,6% para EUR6,950 e as da REN cederam 0,5% para EUR2,853.
– Por Beatriz Vasconcelos (beatriz.vasconcelos@webtexto.pt)
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