Banco de Inglaterra aumentou previsões de crescimento

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LONDRES (DJ Bolsa)– O Banco de Inglaterra, ou BOE na sigla em inglês, disse esta quinta-feira que espera um crescimento mais célere no Reino Unido nos próximos anos em relação às estimativas anteriores, apesar de os responsáveis terem sinalizado que não têm pressa em aumentar os custos de financiamento, numa altura em que o Reino Unido se prepara para sair da União Europeia, facto que continua a criar um ambiente de incerteza sobre a economia.

Os responsáveis, liderados pelo governador Mark Carney, mantiveram a taxa de juro de referência do banco central nos 0,25% na conclusão da sua reunião de política monetária de fevereiro e aprovaram a manutenção do alvo de compras de obrigações governamentais nos GBP435 mil milhões ($551 mil milhões), um nível que já foi alcançado, disse o BOE. Na prática, isto significará uma suspensão das compras.

Um programa mais pequeno de compra de obrigações de empresas, com prazo até ao final do ano, vai continuar.

As mais recentes previsões do banco central estimam que a economia vai crescer a um ritmo mais célere em 2017 e 2018, comparando com as previsões de novembro, e que a inflação homóloga superará o alvo de 2% dentro de poucos meses, sendo impulsionada pela depreciação da libra.

A libra caiu para $1,2630 frente a $1,2670 pouco depois de o BOE ter divulgado o seu comunicado.

Os responsáveis reiteraram que estão preparados para tolerar uma inflação acima do alvo para manter a economia a crescer, enquanto o Reino Unido prepara a sua saída do Reino Unido. A primeira-ministra, Theresa May, disse que planeia dar o tiro de partida para o processo de saída da UE até ao final de março.

Mas os responsáveis também sublinharam que a sua tolerância para uma inflação rápida tem limites e vão avaliar uma subida dos juros se o desempenho da economia exceder as expectativas.

“Quanto mais tempo passar sem uma redução evidente do crescimento económico, mais difícil será tolerar o grau de inflação acima do limite presente nas projeções de fevereiro”, disseram os responsáveis nas minutas da reunião.

As minutas também registam que, para alguns membros não identificados do Comité de Política Monetária, estão a reunir-se cada vez mais as condições para uma subida dos juros, apesar de o painel ter votado de forma unânime no sentido de manter a política inalterada em fevereiro.

O BOE disse que espera que o abrandamento da economia seja menos intenso do que se pensava em novembro, prevendo que a economia registe uma expansão de 2% este ano e um crescimento de 1,6% em 2018, uma vez que a queda do consumo será compensada por uma política orçamental mais expansionista do governo de May e por um crescimento mais saudável da economia global. Anteriormente, a previsão era de um crescimento de 1,4% este ano e de 1,5% em 2018.

A queda da libra após o referendo de junho deverá levar a inflação a subir acima do alvo de 2% no segundo trimestre deste ano. Os responsáveis preveem que a inflação atinja um pico em torno de 2,7% no final do próximo ano antes de voltar a recuar em direção ao alvo. A inflação elevada é um preço que vale a pena pagar para evitar uma queda do emprego, disse o CPM.

-Por Jason Douglas (jason.douglas@wsj.com), Paul Hannon (paul.hannon@wsj.com)

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