LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– A economia portuguesa deve continuar a crescer mas a um ritmo ligeiramente inferior, disse o Banco de Portugal esta quinta-feira, no Boletim Económico de março.
O banco central projeta um crescimento de 1,7% do produto interno bruto este ano, face aos 1,8% previstos no boletim de dezembro. O corte reflete “um dinamismo da atividade no final do ano ligeiramente inferior ao antecipado”, disse a instituição.
No longo prazo, o Banco de Portugal continua a acreditar numa tendência de estabilização gradual do crescimento, antecipando uma subida do PIB de 1,7% em 2020 e 1,6% em 2021.
O cenário externo volta a ser apontado pelo banco central, que destaca a “diminuição gradual dos estímulos de política monetária e de política orçamental nas principais economias avançadas, bem como de desaceleração gradual da economia chinesa”, como as principais razões para a moderação do crescimento nacional.
A procura interna deve crescer 3,0% este ano, acima dos 2,4% inscritos nas projeções anteriores, com a projeção para as importações a registar um aumento igualmente significativo, para 6,3% em 2019, contra 4,7%.
As exportações devem subir 3,8% este ano, acima dos 3,7% projetados anteriormente.
“Ao longo do horizonte de projeção, e tal como em 2018, o contributo da procura interna para o crescimento do PIB será superior ao das exportações”, disse o Banco de Portugal.
A inflação registou o corte mais acentuado nas projeções, uma vez que “a projeção para a inflação na Zona Euro foi igualmente revista em baixa em todo o horizonte”, afirma o banco central.
O índice harmonizado de preços no consumidor, ou IHPC, deve subir 0,8% em 2019, contra os 1,4% da projeção de dezembro. Em 2020, os preços devem subir 1,2%, abaixo dos 1,5% da anterior previsão.
– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt)