O Banco de Inglaterra, ou BOE na sigla em inglês, manteve a taxa de juro de referência, mas sinalizou que um aumento poderá não estar muito distante, com um responsável a discordar e a votar a favor do aumento dos custos dos empréstimos e outros a dizerem que poderá não faltar muito até fazerem o mesmo.
O BOE manteve a taxa diretora nos 0,25% depois da reunião de política monetária de março, ao dizer que a incerteza em torno das perspetivas, num momento em que o Reino Unido se prepara para a saída da União Europeia, justifica manter a política monetária em suspenso, mesmo se a queda da libra alimentar uma inflação mais rápida.
Ainda assim, as minutas das deliberações revelaram sinais de uma crescente incomodidade com a política de dinheiro barato do BOE. Um dos nove membros do Comité de Política Monetária, ou CPM, — Kristin Forbes–, votou a favor do aumento da taxa para 0,5%, ao dizer que é necessária uma restrição da política para manter a inflação sob controlo.
Outros indicam que poderão não estar muito distantes da mesma posição, desde que a economia se mantenha resiliente. “Alguns membros notaram que seriam necessárias relativamente poucas notícias positivas sobre as perspetivas para a atividade ou inflação para considerarem que poderá ser necessária uma redução mais imediata no suporte da política”, dizem as minutas.
O sinal inesperadamente hawkish do BOE sobre as taxas surge num momento em que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, se prepara para desencadear as conversações de saída do Reino Unido da União Europeia e que deverão durar dois anos.
– Por Jason Douglas (jason.douglas@wsj.com), Wiktor Szary (Wiktor.Szary@wsj.com)