Draghi não dá pistas sobre política, critica esforços de desregulação

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O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, não deu novas postas sobre quando o banco central pode reduzir as compras de obrigações, naquele que foi um discurso muito aguardado pelos mercados na sexta-feira no simpósio de Jackson Hole. A discussão sobre as medidas de estímulo deve acontecer na reunião de política monetária de setembro.

Draghi criticou a viragem a nível global para o protecionismo, alertando contra a retirada de algumas medidas aplicadas após a crise financeira.

A opção por parte de Draghi de não dar qualquer sinal sobre a política monetária foi idêntica à da presidente da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen.

Os responsáveis dos dois bancos centrais “optaram por um silêncio coordenado em Jackson Hole”, disse Lena Komileva, economista chefe da G+ Economics em Londres. “Aumenta a pressão sobre as decisões de política monetária em setembro, uma vez que vão direcionar os mercados no resto do ano.”

Sobre o programa de compra de obrigações, Draghi disse que tem sido “muito bem-sucedido”, mas acrescentou que ainda é necessário um “grau significativo” de estímulos monetários para sustentar a economia da Zona Euro.

Numa sessão de perguntas e respostas, Draghi reconheceu que a recuperação económica da Zona Euro está a ganhar força, mas acrescentou que os responsáveis de política monetária ainda não veem a desejada “convergência autosustentada” da inflação para a meta de médio prazo do banco central.

-Por Tom Fairless (tom.fairless@wsj.com), Kate Davidson (kate.davidson@wsj.com)

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