EUA: Fed mantém juros; diz que recente abrandamento é temporário

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WASHINGTON — A Reserva Federal dos EUA manteve as taxas de juro de curto prazo, esta quarta-feira, e deu poucas indicações de que o recente abrandamento dos dados económicos possa alterar os seus planos de avançar com aumentos graduais dos juros este ano.

 

Após uma reunião de dois dias, os responsáveis decidiram de forma unânime manter a taxa de referência no intervalo entre 0,75% e 1%, tendo salientado que o crescimento mais lento no início do ano “deverá ser temporário”.

 

O banco central aumentou os juros em um quarto de ponto percentual na reunião de março, altura em que os responsáveis deixaram indicações sobre mais duas subidas de um quarto de ponto durante o ano. Muitos analistas esperam que isso aconteça em junho e em setembro.

 

Os investidores não previam que a Fed aumentasse os juros esta quarta-feira e estavam à espera de sinais sobre se os dados económicos mais fracos, divulgados recentemente, incluindo um abrandamento da inflação em março, pudesse alterar os seus planos para a próxima reunião agendada para 13 e 14 de junho. Segundo os dados da manhã desta quarta-feira, os investidores colocavam uma probabilidade de cerca de 70% de haver pelo menos um aumento em junho.

 

Ao mesmo tempo que salientaram o facto de haver um abrandamento da atividade económica, também salientaram o processo contínuo de fortalecimento do mercado de trabalho e um investimento mais firme das empresas, que tem ficado um pouco aquém nos trimestres mais recentes.

 

Apesar dos aumentos apenas modestos do consumo das famílias, o comunicado diz que “os fundamentais que suportam o contínuo crescimento do consumo continuam sólidos.”

 

O comunicado não avança quaisquer detalhes sobre a discussão relacionada com a carteira de ativos, o que significa que os investidores vão ter de esperar pelo menos até dia 24 de maio, data em que serão divulgadas as minutas da reunião, para reunir mais informação sobre que mais trabalho é necessário ser feito para haver consenso.

 

O banco central continuou a descrever os riscos relacionados com as previsões como estando “praticamente equilibrados”, o que significa que os responsáveis consideram que é igualmente provável que a economia tenha um melhor ou pior desempenho em relação ao projetado.

 

-Por Nick Timiraos

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