(DJ Bolsa)– A mais recente atualização das previsões económicas da Reserva Federal dos EUA mostra que os responsáveis ainda preveem mais um aumento este ano, após a subida desta quarta-feira. Apesar disso, as previsões mostram uma projeção mais fraca para a inflação e um outlook mais positivo para o mercado de trabalho.
As previsões foram divulgadas a par do resultado da reunião do Comité de Operações no Mercado Aberto, ou FOMC.
Os responsáveis da Fed votaram a favor de uma subida das taxas de juro pela segunda vez este ano, aumentando o alvo das taxas de curto prazo para um intervalo entre 1% e 1,25%, como era previsto.
O denominado “gráfico de pontos” que compila as projeções para as taxas de juro pelos responsáveis da Fed, revela mudanças muito modestas relativamente ao que os responsáveis preveem para o curso das taxas de juro.
As projeções médias para as taxas de juro da Fed permanecem em 1,4% para 2017, ao passo que a previsão para 2018 mantém-se em 2,1%. As expectativas médias de longo prazo dos responsáveis para as taxas de juro — essencialmente quando é que preveem que a subida das taxas termine — continuam no alvo de 3%.
Na frente económica, a Fed espera que a inflação permaneça reduzida este ano, mas que suba para o alvo de 2% em 2018. Os responsáveis subiram a previsão média para as pressões inflacionistas este ano para um crescimento de 1,6%, face a 1,9% em março.
No mercado de trabalho, os responsáveis parecem ter reagido aos mais recentes dados que mostraram que a taxa de desemprego caiu em maio para 4,3% e reduziram a estimativa do desemprego de 2017 para o mesmo nível, face às previsões de março de 4,5%. Para 2018, as previsões médias dos responsáveis apontam para uma taxa de desemprego de 4,2%.
Relativamente ao crescimento, a projeção média dos responsáveis para 2017 situa-se em 2,2%, face à estimativa de 2,1% em março.
As alterações às previsões do banco central eram amplamente esperadas, tendo em conta os dados económicos recentes que mostraram uma tendência de desaceleração da inflação e uma robustez surpreendente do mercado de trabalho.
– Por Michael S. Derby (michael.derby@wsj.com)