FMI hesita em voltar a ajudar a Grécia

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(DJ Bolsa)– O arquiteto do resgate de emergência da Grécia sinalizou que o Fundo Monetário Internacional não deve voltar a juntar-se à Europa caso seja decidido em breve novo financiamento à Grécia, ou pode mesmo não voltar a fazê-lo no futuro.

Poul Thomsen, chefe do departamento europeu do FMI, disse que uma equipa deverá viajar até Atenas dentro de uma ou duas semanas para reiniciar as negociações há muito paradas, de forma a criar um novo plano de financiamento de emergência.

No entanto, a sua posição sobre a necessidade de reestruturação da dívida e a defesa de mais revisões de pensões transparecem a improbabilidade de o FMI avançar com o terceiro resgate em sete anos num futuro próximo.

“Há um acordo forte e completo dentro desta instituição sobre quais devem ser as principais medidas de um programa para a Grécia”, disse Thomsen.

Desde julho de 2015, a Grécia tem contado com financiamento da Zona Euro, enquanto a participação do FMI como credor tem estado congelada, uma vez que o fundo acredita que a dívida grega não é sustentável. O FMI afirma que os governos da Zona Euro, liderados pela Alemanha, precisam de reestruturar os seus empréstimos a Atenas, de forma a garantir a solvência da Grécia, e que as reformas mais profundas orientadas para o mercado são necessárias para reanimar o crescimento grego.

O atual programa de resgate da Grécia, no valor de EUR86 mil milhões, termina em 2018. O governo alemão está ansioso para voltar a ter o FMI como credor e deputados acreditam que a intervenção do FMI é fundamental para impor revisões económicas na Grécia.

– Por Ian Talley (ian.talley@wsj.com), Marcus Walker (marcus.walker@wsj.com)

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