Google responde à UE sobre práticas anticoncorrenciais

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(DJ Bolsa)– A Google, unidade da Alphabet Inc., rejeitou esta quinta-feira as acusações da União Europeia de que abusou da posição dominante com os serviços de compras e publicidade, acentuando a luta contra os reguladores do bloco.

A Comissão Europeia, o regulador da concorrência do bloco, tem mantido a Google debaixo de olho ao longo dos últimos anos, devido a receios de que a gigante de pesquisa na internet abusasse do seu domínio e impedisse rivais de atuar em vários mercados. Esta investigação já levou a acusações formais dirigidas a várias práticas de negócios da Google, expondo potencialmente a empresa a milhares de milhões de euros de multas e exigências de que altere as suas operações.

Esta quinta-feira, a Google defendeu novamente a maneira como coloca anúncios de produtos de retalhistas em alguns dos seus resultados de pesquisa, dizendo que não há provas de que esses anúncios prejudiquem os sites rivais de comparação de preços. A empresa afirma que a comissão olhou para um conjunto muito pequeno de sites rivais e argumenta que, em dispositivos móveis, a maioria das pessoas compra com aplicações dedicadas de cada vendedor.

“O processo revisto da Comissão [Europeia] ainda se baseia numa teoria que não se encaixa na realidade de como a maioria das pessoas faz compras online”, disse Kent Walker, advogado-geral da Google, num post de blog dedicado principalmente à resposta da empresa às queixas da UE.

A Google recusou no ano passado um primeiro conjunto de queixas da UE sobre as atividades de compras, dizendo que a Comissão Europeia não teve em conta o rápido crescimento de empresas como Amazon.com Inc. e eBay Inc.

A comissão optou por outra via em julho, com um novo conjunto de acusações no caso de compras, agudizando os argumentos de que o serviço de comparação de compras da Google opera num mercado separado das plataformas de comércio eletrónico — um argumento que a Google voltou a rejeitar.

Em separado, a UE também acusou, em julho, a Google de violar as regras concorrenciais ao restringir a forma como um site que tenha agregada uma função de pesquisa da Google pode mostrar anúncios vendidos por outras empresas.

Em resposta às acusações, a Google disse que rejeita a solução proposta pela comissão de fornecer o que a empresa chamou de espaço publicitário subsidiado para sites de comparação de preços, em vez dos anúncios de retalhistas que a Google normalmente mostra.

Forçar a Google a colocar anúncios de produtos dos concorrentes nos seus resultados de pesquisa “apenas subsidiaria sites que se tornaram menos úteis para os consumidores”, disse Walker.

No caso da publicidade, a Google argumenta que o seu negócio AdSense for Search sempre enfrentou concorrência de rivais como a Microsoft. A empresa também disse que eliminou o requisito de exclusividade total para anúncios da Google no AdSense for Search em contratos em 2009.

Nos próximos dias, a Alphabet também deve apresentar a resposta a outro conjunto de acusações da UE feitas em abril sobre a conduta da tecnológica relativamente ao sistema operativo para dispositivos móveis Android — alegações que ameaçam minar a forma como a Google lucra com dispositivos móveis, que se têm tornado cada vez mais o principal portal dos utilizadores para aceder à internet.

-Por Natalia Drozdiak (natalia.drozdiak@wsj.com), Sam Schechner (sam.schechner@wsj.com)

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