Portugal: FMI volta a melhorar previsões de crescimento para 2017, 2018

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– À semelhança do que tem vindo a ser feito por outras instituições nacionais e internacionais, o Fundo Monetário Internacional melhorou esta sexta-feira as projeções para a economia portuguesa, ao dizer que as perspetivas de curto prazo “se fortaleceram consideravelmente”.

Nas conclusões do relatório anual sobre a economia de Portugal, o chamado Article IV, o FMI estima que o produto interno bruto de Portugal cresça 2,5% este ano e 2,0% no próximo, em termos reais, acima das projeções feitas em abril, que apontavam para crescimentos de 1,7% e 1,5%, respetivamente.

As estimativas estão em linha com as que o Banco de Portugal fez recentemente.

O FMI aponta como motores principais da melhoria o aumento do investimento e das exportações, ajudadas pela aceleração da recuperação da Zona Euro, a maior parceira comercial do país.

O saldo da conta corrente deve, de acordo com o fundo, passar para o lado positivo da balança. O FMI prevê um superavit comercial de 0,6% do PIB em 2017 e de 0,5% em 2018, comparativamente com projeções de leves deficits de 0,3% e 0,4%, respetivamente.

Se o crescimento se mantiver e houver uma redução da dívida pública, diz o FMI, o país estará melhor preparado para lidar com vulnerabilidades que decorrem do ainda elevado endividamento, particularmente numa altura em que se espera que o Banco Central Europeu comece a baixar os níveis de acomodação monetária.

Olhando para as projeções de crescimento, o fundo acredita que o alvo de deficit orçamental de 1,5% do PIB em 2017 está “bastante ao alcance” e que a consolidação orçamental continua a ser essencial para assegurar a sustentabilidade das finanças públicas, “com o ambiente de financiamento provavelmente a ser mais benéfico à medida que a acomodação monetária é eventualmente reduzida”, refere o FMI.

A taxa de desemprego deve cair abaixo dos dois dígitos este ano, situando-se em 9,7% antes de recuar para 9,0% em 2018. A estimativa anterior do fundo previa que o desemprego se mantivesse ainda nos dois dígitos, sendo de 10,6% em 2017 e 10,1% em 2018.

A missão do FMI esteve em Lisboa entre 19 e 29 de junho.

– Por Carla Canivete (carla.canivete@webtexto.pt)

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