LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– O governo português anunciou esta quarta-feira que o país vai entrar em confinamento a partir de dia 15 de janeiro e que as regras a cumprir são essencialmente as mesmas tomadas no confinamento de março e abril de 2020, numa tentativa para controlar a propagação da pandemia do coronavírus, que já infetou mais de 500 mil pessoas em Portugal.
O primeiro-ministro português, António Costa, disse após uma reunião do Conselho de Ministros que ficou decidido que o dever de recolhimento domiciliário irá começar às 0000 TMG de sexta-feira e que terá a duração de um mês, mas referiu que a situação será analisada a cada 15 dias.
Relativamente às medidas, o governante disse que serão essencialmente as mesmas de março: o encerramento do comércio, com a exceção dos estabelecimentos autorizados, como supermercados e mercearias; o regime de take away ou entrega ao domicílio para restaurantes, bares e cafés; e o encerramento dos estabelecimentos culturais. Os estabelecimentos e serviços que continuarão a funcionar terão de cumprir as regras da Direção Geral de Saúde já conhecidas, como limite da lotação dos espaços.
No entanto, há duas exceções. A primeira refere-se à realização das eleições para a Presidência da República, que irão decorrer nas próximas semanas. A segunda exceção é a manutenção do funcionamento de todos os estabelecimentos educativos.
António Costa também anunciou duas alterações em matéria de teletrabalho. Este regime será obrigatório sempre que possível e agora será imposto sem necessidade de acordo com a entidade patronal. As coimas previstas para assegurar o cumprimento desta regra também serão agravadas, passando a ser consideradas muito graves.
Na generalidade, as medidas de apoio económico serão renovadas e alargadas e “todas as atividades encerradas terão acesso automático ao layoff simplificado”.
Portugal registou esta quarta-feira 10.556 novos casos de Covid-19 e 156 mortes.
– Por Alexandra Martins Silva (alexandra.silva@webtexto.pt)
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