Portugal: Mário Centeno eleito novo presidente do Eurogrupo

0

BRUXELAS (DJ Bolsa)– O ministro das Finanças português, Mário Centeno, foi esta segunda-feira eleito novo presidente do Eurogrupo, numa segunda ronda de votações.

Centeno sucederá a Jeroen Dijsselbloem após o seu mandato expirar, em meados de janeiro do próximo ano e deverá liderar o Eurogrupo durante um período de dois anos e meio.

“O Eurogrupo acaba de eleger Mário Centeno, ministro das Finanças de Portugal, como seu novo presidente. Ele assumirá o cargo a 13 de janeiro de 2018”, disse o gabinete de imprensa do Conselho Europeu esta segunda-feira, através do Twitter.

O Eurogrupo é um órgão informal que reúne os ministros dos Estados-membros da Zona Euro para discutir questões relacionadas com a partilha do euro, normalmente uma vez por mês.

O ministro português saiu vitorioso sobre três outras candidaturas: Peter Kazimir da Eslováquia, Pierre Gramegna do Luxemburgo e Dana Reizniece-Ozola da Letónia, que saiu da corrida após a primeira volta de votações.

Centeno é ministro das Finanças de Portugal desde novembro de 2015, quando o líder socialista António Costa foi nomeado primeiro-ministro. Desde então, Centeno, de 50 anos, ajudou a supervisionar a recuperação de Portugal face a um período de crise em que foi obrigado a pedir um resgate. O desemprego caiu e os bancos, outrora em apuros, geralmente estabilizaram. A agência de notação de crédito Standard & Poor’s subiu o rating de Portugal para o grau de investimento em meados de setembro.

Em declarações antes da decisão, o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Financeiros e Fiscalidade, Pierre Moscovici, disse que vê três áreas prioritárias fundamentais para o novo líder do Eurogrupo: “aproveitar a oportunidade da forte recuperação” da Zona Euro para aprofundar a integração do bloco; a conclusão do programa de resgate da Grécia no próximo verão; e melhorar a responsabilidade democrática do Eurogrupo. “Isso é absolutamente crucial para mim”, afirmou o comissário francês.

A nomeação de Centeno surge depois de, no início deste ano, o primeiro-ministro de Portugal ter pedido a demissão de Dijsselbloem após comentários que foram vistos como ofensivos para os europeus do sul. O holandês disse a um jornal alemão que “durante a crise da Zona Euro, os países do norte da Europa mostraram solidariedade para com os países afetados pela crise”. Mas acrescentou que aqueles que pediam ajuda tinham obrigações. “Eu não posso gastar todo o meu dinheiro em bebidas e mulheres e depois pedir ajuda”.

Dijsselbloem disse na altura que lamentava que a mensagem tivesse sido mal interpretada e que pudesse ter ofendido as pessoas.

– Por Todd Buell (todd.buell@wsj.com), Jeannette Neumann (jeannette.neumann@wsj.com)

– Patricia Kowsmann, Carla Canivete contribuíram para este artigo.

Partilhar

A seção de comentários está encerrada.