LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico reviu ligeiramente em baixa o crescimento económico de Portugal para 2019, projetando uma tendência de abrandamento moderado da economia nos próximos dois anos.
O produto interno bruto deve crescer 2,1% em 2019, face à projeção de 2,2% do organismo em maio. Em 2020, a expansão deve abrandar para 1,9% do PIB. A OCDE manteve intactas as previsões de crescimento para este ano, nos 2,2%, um valor ligeiramente menos otimista do que o do governo, que visa 2,3%.
A queda do desemprego e a subida dos salários vão impulsionar o consumo privado, diz a OCDE, que reviu em alta a projeção do indicador para um crescimento de 2,2% este ano, face à projeção anterior de 1,9%.
A OCDE acredita que o desemprego vai fixar-se nos 7,1% em 2018, face à projeção de 7,5% em maio. A tendência mantém-se em 2019, com o organismo a antecipar uma queda para 6,4%, contra os 6,6% antecipados no relatório anterior.
“Os principais parceiros comerciais de Portugal vão ser um obstáculo ao crescimento” e justificam o leve abrandamento económico antecipado para 2019, escreve a OCDE.
Os riscos para o outlook continuam a passar pelas condições financeiras, “em particular o aumento das taxas de juro pagas pelas obrigações soberanas, que podem levar a uma situação de stress financeiro”, escreve a OCDE na mais recente projeção económica dos 36 membros da organização.
“Novas subidas do preço do petróleo podem pressionar o crescimento de Portugal uma vez que o país é um grande importador de petróleo”, acrescenta a OCDE.
No que diz respeito às contas públicas, as projeções mantiveram-se. A OCDE antecipa um deficit de 0,7% este ano e 0,2% no próximo, a mesma perspetiva do governo inscrita no OE para 2019.
– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt)
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