Portugal: OCDE vê forte abrandamento da economia em 2023

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LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico disse esta terça-feira que prevê um crescimento da economia portuguesa em 2022 mais elevado do que o que previa em junho, mas no próximo ano vê um forte abrandamento devido a vários fatores, incluindo os preços elevados da energia e subidas das taxas de juro.
De acordo com as previsões económicas mais recentes divulgadas esta terça-feira, a OCDE vê o PIB português a crescer 6,7% em 2022, face a 5,4% previstos em junho. Contudo, para 2023, a organização vê o PIB a crescer apenas 1%, comparando com os 1,7% previstos anteriormente. Em 2024, o PIB deve crescer 1,2%.
Além do impacto da guerra da Rússia, “os problemas nas cadeias de fornecimento, preços elevados da energia e subida das taxas juro vão pesar na atividade”, diz a OCDE no relatório mais recente de projeções económicas.
Relativamente à inflação, os preços no consumidor devem subir para 8,3% em 2022, mas moderar para 6,6% em 2023 e para 2,4% em 2024. A OCDE refere que a subida da inflação não tem sido acompanhada pelo crescimento dos salários, que não é “suficiente para proteger o poder de compra das famílias”. A subida dos juros dos empréstimos bancários também irá penalizar as famílias devido ao aumento dos pagamentos das hipotecas.
A taxa de desemprego deve aumentar de 6,1% este ano para 6,4% no próximo e moderar para 6,2% em 2024.
No que diz respeito às contas nacionais, a OCDE vê um deficit de 1,8% do PIB em 2022, 0,6% em 2023 e um saldo nulo em 2024, enquanto a dívida enquanto percentagem do PIB (de acordo com a definição de Maastricht) deve descer gradualmente de 115,9% em 2022 para 106,4% em 2024.
A OCDE refere que uma gestão com atrasos dos fundos europeus, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência, ou PRR, pode constranger a atividade e o investimento na transição energética e por sua vez penalizar o crescimento da economia.
-Por Alexandra Martins Silva (alexandra.silva@webtexto.pt)

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