Fed aumenta taxas de juro, mantém rumo de restrição monetária

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WASHINGTON (DJ Bolsa)– A Reserva Federal dos EUA disse que vai aumentar as taxas de juro de curto prazo e continua a manter a trajetória de aumentos para este ano, sinalizando que o banco central está a entrar numa nova fase política à medida que a economia fica mais forte.

Os responsáveis da Fed disseram esta quarta-feira que vão aumentar as taxas de referência em um quarto de ponto percentual para um intervalo entre 0,75% e 1% a partir de quinta-feira, esperando continuar a aumentar gradualmente os juros se a economia registar um comportamento em linha com as suas previsões.

Tal como em dezembro, os responsáveis deixam antever três aumentos de um quarto de ponto este ano, o que implica mais dois aumentos depois da decisão desta semana.

“Com ajustamentos graduais na posição da política monetária, a atividade económica expandir-se-á a um ritmo moderado, as condições do mercado de trabalho vão de alguma forma ficar mais fortes e a inflação estabilizará em torno de 2% no médio prazo”, disse o Comité de Operações no Mercado Aberto, ou FOMC, num comunicado após a sua reunião de dois dias.

Adotando uma nova linguagem no comunicado, a Fed disse que a inflação nos trimestres mais recentes “se moveu [para]próximo” do objetivo de longo prazo do banco central de 2%. Disse também que este alvo continua a ser um alvo “simétrico”, o que implica que os responsáveis podem tolerar que a inflação suba ligeiramente acima do alvo durante algum tempo.

A expectativa média dos responsáveis para as taxas de juro mostra poucas alterações em relação às projeções avançadas em dezembro. As projeções colocam as taxas de curto prazo entre 2,0% e 2,25% até ao final de 2018, implicando mais três aumentos de um quarto de ponto no próximo ano. As projeções para as taxas de juro subiram ligeiramente depois disso, com a projeção média a apontar para taxas de 3% até ao final de 2019.

A política atual deve suportar “condições no mercado de trabalho mais robustas e um regresso sustentado para a inflação a 2%”, diz o comunicado.

-Por Nick Timiraos

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