LISBOA (DJ Bolsa/Webtexto)– As energéticas e os bancos portugueses vão continuar a pagar a contribuição extraordinária sobre os respetivos setores em 2017, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2017 entregue esta sexta-feira pelo governo.
No que diz respeito à banca, a contribuição manter-se-á no intervalo entre 0,01% e 0,110% do passivo e do valor nocional dos derivados das instituições. Com esta taxa, igual à do orçamento para 2016, o governo espera arrecadar EUR187 milhões.
Para as energéticas — Galp Energia, REN – Redes Energéticas Nacionais e EDP – Energias de Portugal — a taxa vai prolongar-se por mais um ano, com o Estado a cobrar 0,85% sobre os ativos líquidos das empresas, o mesmo valor pagar este ano. A receita que o governo espera cobrar com esta medida ascende a EUR90 milhões.
De fora fica a EDP Renováveis, uma vez que a proposta do Bloco de Esquerda para alargar o imposto às empresas de energia limpas não consta no documento.
– Por Gonçalo Saraiva Amaro (goncalo.amaro@webtexto.pt)